Em sua fala, Raul destacou os impactos econômicos e sociais da medida, especialmente para empresários e trabalhadores que atuam no período noturno. Segundo ele, a determinação de encerramento das atividades e retirada dos clientes à 1h da manhã interfere diretamente na liberdade econômica e no direito ao trabalho.
O jovem também questionou a adoção de uma medida que, em sua avaliação, acaba atingindo de forma geral estabelecimentos que cumprem a legislação. Para Raul, situações específicas, como excesso de barulho, direção perigosa ou episódios de violência, devem ser enfrentadas por meio de fiscalização e punição direcionadas aos responsáveis, sem que todos os comerciantes sejam penalizados.
Outro ponto levantado foi a necessidade de diálogo e de dados técnicos para embasar decisões que afetam diretamente a atividade econômica do município. Raul questionou se existem estudos que demonstrem que o fechamento dos estabelecimentos à 1h da manhã efetivamente contribui para a redução de ocorrências e defendeu que as políticas públicas sejam construídas com base em informações, planejamento e fiscalização.
Durante a manifestação, também foi citada a Lei Orgânica Municipal, especialmente o artigo 134, que estabelece o trabalho como base da ordem social. A partir desse dispositivo, Raul argumentou que a discussão sobre o funcionamento do comércio deve considerar também a garantia do direito ao trabalho e a promoção da justiça social.
Ao final, defendeu um modelo de cidade que consiga conciliar ordem, segurança e liberdade, com fiscalização rigorosa para aqueles que descumprem a legislação, mas também com respeito aos comerciantes e trabalhadores que exercem suas atividades de forma regular.
A manifestação provocou debate entre os vereadores e reforçou a necessidade de ampliar a discussão com a participação da sociedade. Como encaminhamento, foi marcada uma Audiência Pública para o dia 25 de agosto de 2026, às 19 horas, destinada a discutir as regras estabelecidas pelo Decreto Municipal nº 2.726/2026, ouvindo a comunidade, comerciantes, autoridades e demais setores envolvidos.
A Câmara Municipal reforça a importância da participação popular em temas que impactam diretamente a vida econômica e social do município.