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Combate à violência contra a mulher - Agosto Lilás

Combate à violência contra a mulher - Agosto Lilás

Em 01/09/2026 - Equipe do CREAS usa o espaço da Tribuna livre para falar da Campanha Agosto Lilás

Tribuna Livre destaca combate à violência contra a mulher e reforça importância da rede de proteção em Muzambinho

A Tribuna Livre da 30ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Muzambinho, realizada na segunda-feira, 31 de agosto de 2026, foi dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Sueli Frutuoso de Oliveira, diretora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), abordou a campanha Agosto Lilás, que busca ampliar a informação, a prevenção e o combate à violência contra as mulheres.

Durante sua fala, Sueli apresentou dados que evidenciam a gravidade do problema no país e chamam a atenção para a realidade do município. Segundo os dados apresentados, o Brasil registra, em média, um feminicídio a cada cinco horas. Em Minas Gerais, aproximadamente 30% das mulheres sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses.

Um dos pontos de destaque da apresentação foi a realidade local. Segundo Sueli, em Muzambinho é expedida, em média, uma medida protetiva por semana. O número, entretanto, pode ser ainda maior, considerando os casos de violência que não chegam ao conhecimento das autoridades ou da rede de proteção.

A representante do CREAS ressaltou que a violência contra a mulher vai muito além da agressão física. Ela pode se manifestar de diferentes formas, incluindo violência psicológica, sexual, patrimonial, moral e digital.

Durante a apresentação, também foi reforçada a importância de combater a culpabilização das vítimas. A responsabilidade pela violência é sempre do agressor, e a informação foi apontada como uma das principais ferramentas para que as mulheres conheçam seus direitos e saibam onde buscar ajuda.

CREAS atua no acolhimento e na proteção

Sueli também apresentou o trabalho desenvolvido pelo CREAS de Muzambinho e destacou a atuação da equipe formada pela assistente social Elanine, pela psicóloga Cláudia e pela advogada Vanessa.

O atendimento oferecido pelo serviço é humanizado, profissional e sigiloso, respeitando a história, as necessidades e a autonomia de cada mulher.

Entre os principais desafios enfrentados pela rede de proteção está justamente o atendimento às mulheres que ainda não conseguiram denunciar ou romper o ciclo de violência. O medo, a dependência financeira, a preocupação com os filhos e o receio da exposição, especialmente em municípios menores, podem dificultar a busca por ajuda.

Durante o mês de agosto, o CREAS promoveu diversas ações de conscientização na Casa da Mulher Eloísa Magalhães, além de atividades realizadas em parceria com a Polícia Militar e com os meios de comunicação locais.

Rede de proteção precisa estar presente durante todo o ano

Durante o debate, os vereadores parabenizaram a equipe do CREAS pelo trabalho desenvolvido e ressaltaram a importância de fortalecer as políticas públicas voltadas à prevenção da violência.

O vereador Professor Otávio destacou a necessidade de trabalhar a desconstrução do machismo estrutural desde a educação de base, defendendo a realização de diálogos permanentes nas escolas para promover uma mudança na compreensão sobre respeito, igualdade e relações entre homens e mulheres.

Ao final, Sueli reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher não deve ficar restrito ao mês de agosto. Para ela, o compromisso assumido durante o Agosto Lilás precisa permanecer durante todo o ano, por meio de atitudes, informação, acolhimento e políticas públicas.

Onde buscar ajuda

Mulheres vítimas de violência ou pessoas que tenham conhecimento de situações de violência podem buscar orientação e denunciar por meio dos seguintes canais:

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher;
  • Disque 100: Canal de denúncias de violações de direitos humanos;
  • 190: Polícia Militar, em emergências.

A Câmara Municipal reforça a importância da informação e da atuação integrada entre os órgãos públicos, a sociedade e a rede de proteção para que as mulheres tenham seus direitos garantidos e possam romper o ciclo de violência com segurança e acolhimento.

 

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